Num salão cheio de fama barata
e estandartes com uma caveira de prata:
"Acusações? Aqui, não, por favor.
Só conversa vazia. Ignore o rumor."
No porão do castelo virtual
se cobra caro por status social.
Preço real comprando uma bandeira.
Cada cargo, um leilão à luz da fogueira.
Bem lá no topo, o trono reluz
sobre um discurso que, ao neutro, reduz
e quem questiona esse falso rei,
vira herege e fora-da-lei!
Canta alto, Ustebra!
Brindemos à hipocrisia!
"Vida real é proibida!",
mas em Real, cobram todo dia.
Canta em coro, Ustebra,
pra mais um golpe genial!
Se juntar à caveira
sempre leva ao mesmo final.
Eis os mitos, dois heróis de aluguel:
O cavaleiro e a druida em seu papel.
"É por vocês!", declamam sem pudor,
mas é por si mesmos que eles fazem o favor.
Eram vanguarda em missões infernais,
"Nós ajudamos! Sigam logo atrás!".
Cada dia uma missão pra servir.
Cada neutro, um degrau para subir.
Fazem do povo, o seu inventário,
fingindo fazer serviço voluntário,
sem dizer que a razão dessa trilha
é poder ter seus nomes em uma planilha.
Canta alto, Ustebra!
Brindemos à hipocrisia!
"Vida real é proibida!",
mas em Real, cobram todo dia.
Ria alto, Ustebra!
Que comédia medieval!
Os mitos juram nobre causa:
É sede pura de pedestal!
Dreadful: Demônios de fala mansa.
"Jamais acuse alguém da liderança!"
Banho de honra. Discurso formal.
"Paz e respeito no nosso quintal."
E enquanto cada moeda real,
cai na sacola do templo do mal,
o neutro ainda ajoelha e reza
por um afago de quem o despreza!
Canta alto, Ustebra!
Brindemos à hipocrisia!
"Vida real é proibida!",
mas em Real, cobram todo dia.
Urra forte, Ustebra,
aos julgados no tribunal!
Os mitos foram descartados
mas o sistema segue igual!
Ergam canecas ao grande final:
Mitos expulsos. Guilda imoral.
No nosso reino de caráter pobre
onde o herói sonha em virar nobre,
a Dreadful ri do alto do altar
contando as moedas, que segue a roubar.
Dúvidas, sugestões, parcerias ou apenas quer nos dizer olá?