Silas aprendeu a ser paciente por necessidade. Em seu treinamento como druida, testemunhou ditos heróis promovendo genocídios e partindo sem enfrentar as consequências.
Ficando para trás, viu este padrão se repetir: ameaças retornando em maior número, os mortos se reerguendo, aldeões satisfeitos que pagavam recompensas e pereciam, semanas depois.
Passou a desconfiar dos resultados imediatos. Partir antes do fim para o druida é covardia travestida de eficiência.
A corrupção não lhe parece um mal em si; o erro está na interrupção dos ciclos. Mortos que não caem, conflitos suspensos, males mantidos por conveniência. Para Silas, todo sistema precisa se desgastar para continuar.
Na ordem das coisas, ele é só mais um instrumento. E vai permanecer ali até que tudo tenha seu desfecho.
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